Sentimento Crônico

Cheio de prosa! Poesia, vide verso!

Diário
01/02/2010 02h16
Este meu traço de amargura

          Por menos que queira admitir, é óbvio que a atividade de escrever acaba servindo como válvula de escape.  Através dela destilo meus desenganos, dou vazão ao meu inconformismo e, enfim, por mais que me esforce para que seja o contrário, entro numa fase onde tudo vira, querendo eu ou não, um desabafo.

          Nada disso tem a ver com senso de humor. Por contraditório que possa parecer, mesmo quando estou mal humorado o humor continua aqui, latente e pronto para pôr as manguinhas de fora, vez por outra.  Ocorre que o senso de humor, quando contaminado por preocupações e tristezas, acaba se travestindo, ora em sarcasmo, ora em gracejos de mau gosto.  Essas corruptelas eu procuro enxugar do conteúdo que escrevo e, assim, acaba sobrando só um traço indisfarçável de amargura.

          Há um ditado que ressalta que "vão-se os anéis, mas ficam os dedos".  Pelo que parece, a Vênus de Milo acreditou nisso e vejam só como terminou.  Eu estou indo pelo mesmo caminho.


Publicado por Obed de Faria Junior em 01/02/2010 às 02h16
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (você deve citar a autoria de Obed de Faria Jr e o site: obed.zip.net). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
27/11/2009 08h33
Falta de sintonia
Às vezes o resultado do que se escreve não alcança o senso de quem lê. Fazer o quê?

Há um motivo básico: a maior ou menor capacidade de elaboração mental - ou de quem escreve, ou de quem lê.

Mário Quintana já dizia: "Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, um dos dois é burro."

Infelizmente este mundo está povoado por nós, os imbecis!  Aqui, deixo minha penitência virtual por todas as burrices que cometo.

Publicado por Obed de Faria Junior em 27/11/2009 às 08h33
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (você deve citar a autoria de Obed de Faria Jr e o site: obed.zip.net). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
26/10/2009 13h02
Mais uma pausa
Há dias não escrevo nada; nadica, mesmo!
 
Cá entre nós, quem tem por hábito a atividade da escrita, depois de um bom tempo é capaz de preencher um espaço em branco com alguma coisa.  Esse negócio de "inspiração" é conversa pra boi dormir.  Existe a propensão de criar, a capacidade de elaborar e a competência de fazer.  Por "inspiração" poder-se-ia considerar o fato de ter algum insight sobre o que dizer e como dizer. Contudo, com insight ou sem, pegando-se qualquer coisa que venha à mente é possível escrever algo.

Ocorre que, quem tenha um mínimo de senso crítico ( para não dizer "noção de ridículo") evita produzir coisas só pelo ato de produzir em si, sem ter um maior cuidado com o resultado do que será produzido. Ou melhor, mesmo que venha a fazê-lo - só para manter em movimento o hábito de criar - evita divulgar o resultado que disso decorra. Este, aliás, é o meu caso.

Tenho relativa noção de que boa parte do que crio e divulgo não é lá muito bom.  Porém tem lá seu valor, de uma forma ou outra.  Entretanto, quando me deparo com algo que eu tenha feito e que não mereça vir a público, não penso duas vezes: engaveto!  Só não jogo fora de vez porque a experiência me mostrou que boa parte do que se descarta hoje pode ser reaproveitada amanhã, num momento mais propício.  Contudo, há coisas que não adianta deixar fermentando pois são inevitavelmente uma droga.

Quando me lanço a escrever alguma coisa, parto de algumas premissas que dão a mim particularmente algum norte.  Há o que seja banal e possa ser dito de uma forma interessante ou original;  e, há o que seja interessante em si e resiste bravamente, mesmo que dito de uma forma banal.  Vez por outra, acontece o momento raro onde se consegue encontrar algo que seja interessante em si e possa ser relatado de uma forma original e este, assim, seria o melhor resultado.  Contudo, há o que seja desinteressante por si mesmo e não se consiga expor de uma forma que não seja absolutamente banal e isto, certamente, é o que deve ser descartado.

Não estou aqui falando de tecnicidades de escrita.  Escrever corretamente é só um dos elementos de um texto e isto por si só não o faz nem interessante, nem original.  No meu modo de ver muito particular, se não se sabe como escrever, no mínimo, deve-se tentar aperfeiçoar o conhecimento constantemente e não ficar acomodado na escrita "de qualquer jeito e seja o que Deus quiser!".

Pois bem! Dito tudo isso, aonde se chega? Provavelmente, a lugar nenhum!

Eis aqui um bom exemplo de algo que seja razoavelmente desinteressante em si mesmo e que foi exposto da forma banal o suficiente para resvalar o lugar comum.  Restaria dizer, contudo, porque estas divagações não foram totalmente descartadas, já que  se enquadram em tal categoria.

Acredito que se tudo isso passa por minha mente, é quase certo que deva passar na cabeça de outras pessoas.  Todavia, não descarto a possibilidade (aliás, mais do que óbvia) de que há quem nem se dê conta de nada disso.  Quem sabe para estes o que digo aqui possa servir de estímulo para alguma reflexão.

Publicado por Obed de Faria Junior em 26/10/2009 às 13h02
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (você deve citar a autoria de Obed de Faria Jr e o site: obed.zip.net). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
18/10/2009 21h43
Minha intolerância
Cada dia que passa, fico mais e mais intolerante.  Daí, fico cismando se isso é bom ou ruim.  Afinal, não tolerar o que me parece ruim talvez não seja algo que deponha necessariamente contra mim; quando muito, só demonstra que cada vez mais noto o que é ruim e que, na verdade, depõe contra os outros.

Eis um trecho de uma crônica que publiquei recentemente:

"Aí, fico eu me perguntando: se há quem não veja a genialidade ou se, pior, a vê mas não a entende ou, pior ainda, a entende mas não a aprecia; a gente chama pessoas assim de quê? Eu diria que são imbecis, nada mais. "

Esse raciocínio tem variações quase infinitas.  Há o imbecil que acha brilhante o que seja medíocre.  Há o medíocre que acredita que sua imbecilidade é brilhante.  Há o brilhante que teima, de forma imbecil, em omitir, camuflar ou distorcer a mediocridade.

Eu sei, eu sei!  Não é politicamente correto delatar o que seja medíocre ou imbecil.  Tudo tem de ser taxado como brilhante! Tudo tem de ser qualificado como maravilhoso!

Porém, de todas essas situações, acho que a que mais me incomda é o caso do imbecil que acredita que realmente há algum valor em suas mediocridades só porque, em algum momento, alguém querendo ser simpático ousou dizer que viu algo brilhante.

Ai! Meu Pai!  O que será de mim?!

Publicado por Obed de Faria Junior em 18/10/2009 às 21h43
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (você deve citar a autoria de Obed de Faria Jr e o site: obed.zip.net). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
21/09/2009 05h59
Comentários aos textos

Raramente recuso um comentário a um texto meu; seja elogioso ou não!  Entendo que, da mesma forma que defendo meu direito de livremente expressar minhas criações e pontos de vista, quem lê deve ter esse mesmo direito preservado. Todavia, como tudo nesta vida, há exceções.

Quando o comentário ataca a idéia ou conceito expresso num determinado texto, caso eu entenda que o comentarista esteja, de fato, tentando debater o tema em face de sua discordância, procuro enviar uma resposta justificando meus pontos de vista; não com o intuito de dissuadi-lo, mas como forma de demonstrar algum interesse por quem, afinal, deu-se ao trabalho de usar a caixola e teve o despreendimento de colocar isso para fora.  Entretanto, jamais faço disso um pretexto para um debate estéril.  Limito-me a uma única resposta.  Se quem está do do outro lado começa a insistir demais, simplesmente desconsidero. Se ficou patente que temos pontos de vista discordantes, de nada adianta ficar se estrebuchando em discussões sem fim.

Há, contudo, comentários nitidamente maldosos que buscam, por motivos às vezes insondáveis, tirar-me fora do sério. Mesmo assim não tenho por hábito apagá-los.  A exceção fica, somente, para os casos onde o comentarista - eventualmente covarde, como são os internautas detratores - utiliza-se de um e-mail falso.  Ora! Se a covardia foi tanta a ponto de esconder-se para poder atacar, tolhendo qualquer tipo de resposta (mesmo que privada e pessoal), que vá plantar batatas!  Meu espaço não acolhe vermes.

Existem, ainda, os "colegas de escrita" que destilam algum fel (são raríssimos!) e que colocam seus pontos de vista premeditadamente depreciativos sob a forma de comentários.  Sinceramente, há coisas que penso que seriam de bom tom se fossem postadas numa mensagem exclusiva a mim, através do canal próprio para contato com o autor.  Porém, se a opção foi pela utilização do espaço para comentários, que lá fiquem.  Entretanto, sempre vou dar uma olhadinha na escrivaninha do tal "colega".  Não para ver seus textos (ordinariamente são uma droga!), mas para aferir se ele próprio mantém os canais de contato abertos.  Se, covardemente, o "contato com o autor" esteja desativado, seu comentário a meu texto é sumariamente deletado.  Mais uma vez, prevalece o conceito de que os covardes não merecem voz no meu espaço.

No mais, tudo que chega fica!


Publicado por Obed de Faria Junior em 21/09/2009 às 05h59
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (você deve citar a autoria de Obed de Faria Jr e o site: obed.zip.net). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.



Página 1 de 13 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 » [próxima»]

Crie o seu próprio Site do Escritor no Recanto das Letras
Página atualizada em 16.03.10 19:41